quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A MÁFIA DOS TAXIS

A INVASÃO DOS TAXISTAS CLANDESTINOS NA CAPITAL PARAIBANA. MOTORISTAS DE CIDADES DISTANTES QUE FORMAM PRAÇAS EM JOÃO PESSOA. O ESQUEMA DE PAGAMENTO DE PROPINAS ENTRE OS CLANDESTINOS E FUNCIONÁRIOS DE HOTÉIS. A DIFICULDADE DE QUEM TRABALHA REGULARMENTE E PAGA TODOS OS IMPOSTOS

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

TRINTA ANOS, UMA VIDA: MARGARIDA

Em outubro de 2013 o assassinato da líder sindical camponesa Margarida Maria Alves completou trinta anos. Ninguém Jamais foi condenado pelo crime. Nós voltamos a Alagoa Grande na companhia de Arimatéia, filho de Margarida, que tinha apenas oito anos quando tudo aconteceu.


sábado, 3 de novembro de 2012


De pai pra filho. Assim foi durante gerações. Nordestinos, desterrados ou residentes, tiveram na música e na indumentária de Luiz Gonzaga um símbolo, um mito e, principalmente, uma âncora que os mantinha firmes em suas raízes. Lembro que, na infância, na festa de São João na casa da minha família, não podia faltar o novo LP do Rei do Baião. Junho passava ao som de Pagode Russo, Deixa a tanga voar, Forró número um e Sanfoninha choradeira.

De pai pra filho. Vi o filme de Breno Silveira. História centrada no conflito entre Gonzagão e o filho Gonzaguinha. No pano de fundo, a trajetória deste extraordinário artista/inventor Luiz Gonzaga. Filme honesto, que não caiu na tentação de retratar o Rei como um personagem impecável. São os erros dele, os amores frustrados, as tragédias, os desencontros com o filho, a genialidade musical e a alegria criativa das performances nos palcos que fazem do filme uma obra emocionante.  Em algumas passagens, olhos marejados não são difíceis de encontrar, mesmo no escuro da sala. O diretor correu o risco de contar a história de um mito e, a meu ver, teve sucesso.

Na saída, passando numa loja, encontrei o CD duplo da turnê A vida do viajante, que reuniu Gonzaguinha e Gonzagão. Reconciliados após anos de desencontros, eles emocionaram o Brasil com um show que mesclava as duas obras e que foi a celebração do reencontro afetivo e musical de dois universos, tão distantes e tão intimamente ligados. No encarte, Gonzaguinha fala de como nasceu o projeto do show e como foi importante para eles. Diz que, no começo, só ele, e “Caixa D’água, um ‘louco’ de João Pessoa”, acreditavam no sucesso da empreitada.

Eu já desconfiava que Mané Caixa D’água sabia das coisas, só não imaginava que tinha dedo dele nisso...


segunda-feira, 2 de julho de 2012

ABSURDO COTIDIANO





Hoje à tarde acompanhei o enterro de Jonathan Henrique, de 4 anos de idade. Ele foi assassinado sábado à noite, quando bandidos que estariam procurando o pai dele, atiraram contra a casa e atingiram o garoto na cabeça e nas costas.

Como se a situação não fosse suficientemente absurda e chocante, o velório contou com forte proteção policial. Havia rumores de que os integrantes do grupo que praticou o crime, a despeito da prisão de três suspeitos, poderiam ir até o local para tentar aumentar o rastro de sangue.

A visão das viaturas e dos policiais fortemente armados, em contraste com o desespero da mãe, é de um absurdo surreal que está se tornando corriqueiro. Tamanha é a barbárie em que vivemos que algumas mães não podem mais chorar a morte de seus anjos sem a presença protetores armados.

As investigações apontam para um conflito que tem o tráfico de drogas na origem.

Mas, o que Jonathan tinha com isso? 

terça-feira, 12 de junho de 2012

POESIA PARA O DOZE DE JUNHO

Hoje, dia dos namorados, um pouco do lirismo Vinícius de Moraes pela voz de Maria Bethânia. Soneto do Amor Total.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CEM ANOS DEPOIS O EU PERMANECE

O Sítio Pau D'arco deu ao mundo um gigante das letras. Das terras ao redor de Sapé saiu Augusto dos Anjos, visionário, inovador, singular.

Incompreendido pela maioria de seus contemporâneos - como boa parte dos gênios que, enxergando á frente, não conseguia ser visto por quem permanecia com os olhos na terra - deixou um único livro e mais alguns poemas publicados em jornais.

Mas a despeito da produção pequena, Augusto e seu Eu marcaram para sempre a literatura em língua portuguesa.

Um gigante caminhou sobre a Paraíba e deixou um legado para a humanidade.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

ENCONTRO COM UM MESTRE NORDESTINO


Uma manhã de junho -  mês em que nossas raízes musicais voltam à tona - e tenho a oportunidade de conversar com uma figura simbólica de nossa tradição.

Em João Pessoa para um show com a Orquestra Sinfônica jovem da Paraíba, Dominguinhos foi ao estúdio da rádio CBN para uma entrevista à jornalista Edileide Vilaça. Além da conversa - que passou pelas histórias com Luiz Gonzaga, pela invasão do forró estilizado, pela música de duplo sentido e pelos parceiros musicais - o mestre tocou seu acordeom e cantou para os ouvintes.

Em Dominguinhos surpreende a simplicidade. À despeito de ser uma lenda viva, de ser um dos maiores músicos do Brasil e de ter como parceiros outros gigantes como Gilberto Gil e Chico Buarque, ele não perde o jeito de nordestino interiorano. Na verdade, ele traz nos genes as raízes que faz transparecer na música. Com sua maneira de ser, lembra sempre alguém que já conhecemos, parece gente da família.

Reproduzimos a seguir uma das pérolas que ele executou para os ouvintes:


terça-feira, 5 de junho de 2012

USUÁRIOS DENUNCIAM PBPREV

Na recepção os pacientes esperam


Na manhã desta terça-feira usuários do PBPrev, antigo IPEP, denunciaram deficiências no atendimento e na estrutura do laboratório de análises clínicas. O usuário Severino Ramos disse que sempre falta alguma coisa: "Semana passada era a impressora que não estava funcionando para imprimir as requisições, hoje está faltando água e os profissionais que lidam com fezes e urina não têm como lavar as mãos entre um atendimento e outro." Nós conversamos com servidores e eles confirmaram a falta d'água, mas verificamos que na torneira do jardim o abastecimento estava normal. Pedimos pra verificar as torneiras das instalações internas, mas um funcionário fechou a porta antes de termos acesso.

Na torneira do jardim, a água não falta.

Por conta da falta d'água, os exames de fezes e urina não estavam sendo feitos. A paciente Luciene Balbino, disse que todo mundo teve que jogar foras as amostras. "A lixeira da recepção está cheia de potes de amostras." 

Potes de coleta de fezes e urina no lixo.

Os usuários, que estavam no local desde às sete da manhã, ficaram por horas esperando sem poder ir ao banheiro. O local estava interditado e a porta amarrada com um barbante.


Porta do banheiro amarrada com um barbante.

 Nós tentamos falar com o diretor do laboratório, identificado pelos funcionários como Doutor Wilson, mas ele mandou dizer que estava ocupado e não iria falar.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

OPERAÇÃO DA PF NO CENTRO ADMINISTRATIVO DE JOÃO PESSOA - VEJA VÍDEO



Na manhã de hoje a Polícia Federal apreendeu documentos e HDs de computadores no Centro Administrativo Municipal em João Pessoa. A Operação Logoff teve o objetivo de reunir novas provas de irregularidades na licitação e na execução do Projeto Jampa Digital, que deveria disponibilizar internet de graça em vários bairros da Capital.

A PF também esteve na sede da empresa Idéia Digital na Bahia e em filiais no estado de Pernambuco. A Idéia foi a empresa que venceu a licitação e foi contratada para executar o Jampa Digital.

Os computadores e documentos foram apreendidos nas divisões de compras e de licitações da Secretaria de Administração de João pessoa.

Nós conversamos com o procurador jurídico da prefeitura, Vandalberto Carvalho. Ele disse que as informações já tinham sido repassadas e que a atitude da PF foi redundante.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

UMA TARDE EM DEZEMBRO

Hoje estava fazendo uma reportagem com o artista plástico e cordelista Márcio Bizerril. Por coincidência, um outro artista guarabirense, o pintor Clóvis Júnior, estava visitando a cidade. Ok, boa oportunidade para pegar um depoimento dele sobre Márcio, de quem Clóvis também é amigo. Quando Júnior chegou, qual não foi minha surpresa ao saber que ele estava acompanhado de Petrus Farias, amigo que eu não via desde o final dos anos 90. Petrus era um bom percussionista... e um ótimo tomador de rum. Hoje representa um marca italiana de café gourmet, coisa de primeira para paladares treinados.

Aí não teve jeito, passamos uma tarde relembrando histórias engraçadas, e trabalhando ao mesmo tempo. 
Não poderia deixar de registrar o momento.
Juan Pablo, Hebert Araújo, Clóvis Júnior, Márcio Bizerril e Petrus Farias

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

QUINZE ANOS COM BENTO SOARES


Conheci Bento Soares em 1996. Eu, vindo de Guarabira para realizar o desejo de me graduar em jornalismo. Ele, cearense radicado em João Pessoa, funcionário do Banco do Brasil realizando o sonho de se tornar jornalista após militar no rádio durante anos. Entramos juntos na UFPB. Nossa turma era 96.2, onde também estavam Ainoã Geminiano, Kaliandra Moura, Janaína Ferreira, Bruno Salles, Juliana Velloso, João Bosco Filho e tantos outros grandes colegas.

Anos depois, Bento confessaria que teve medo sofrer preconceito, já que estava beirando os cinqüenta e se viu cercado por jovens que acabavam de sair do ensino médio.  Estava enganado. Rapidamente todos se tornaram amigos e ele, a única unanimidade da turma.

Em 1998, por problemas pessoais, tive que me ausentar temporariamente da Universidade. Só voltei com força em 2000, decidido a terminar o curso. No meu retorno tive a satisfação de reencontrar Bento, desblocado por conta de suas obrigações com o BB, que o mandara gerenciar agências no interior. Já aposentado, ele levava à frente o sonho do bacharelado em Comunicação.  A turma era outra, desta vez compartilhamos saberes e amizades com Laerte Cerqueira, Fabiana Nóbrega, Ana Aragão e, novamente, com o interminável João Bosco Filho. As caras mudaram, mas o apreço de Bento pelos colegas, e vice-versa, era o mesmo. Havia também outra galera: a turma do futebol. Eliseu Lins, Stéfano Vanderley, Marcos Thomás, Phelipe Caldas e eu, todos em volta do colega/mestre, Bento Soares.

Em 2003 concluímos o tão sonhado curso. Na festa de formatura precisávamos usar uma gravata azul Royal. Ninguém encontrou esta cor nas lojas da capital. Só eu e Bento usávamos as peças na cor exigida e os colegas ficaram curiosos. Acontece que, diante a ausência do produto no comércio, Maria José, esposa de meu amigo, comprou o tecido e fez as gravatas em casa. O sorriso de Bento durante a festa era de uma satisfação extraordinária. Um sorriso de quem não só comemora mais uma conquista, mas o regozijo de quem, pela idade e estabilidade financeira, poderia ter se acomodado, mas perseguiu e concretizou seu sonho de forma brilhante.

Depois de graduados nos afastamos por um bom tempo. O reencontro aconteceu quando a TV Correio passou a transmitir as partidas do Campeonato Paraibano de Futebol e eu fazia reportagem de pista. Ele, atuando como comentarista no rádio, era figura fácil nos estádios. Retomamos o contato e, vez por outra, conversávamos por telefone.
Também encontrei Bento algumas vezes na festa de entrega do Prêmio AETC de Jornalismo. Em 2008 fui o 1º na categoria radiojornalismo com uma reportagem sobre compra de votos. Naquela noite eu e meu caro amigo tomamos muitas doses de uísque e ele, a certa altura, beijou e levantou o troféu que eu havia recebido com uma alegria e um orgulho paternos. Atitude de um homem generoso e que sabia reconhecer qualidades. Na mesma ocasião, minha então noiva, Lisângela, comentou sobre nosso casamento, que aconteceria cerca de duas semanas depois, em Guarabira. Bento não pestanejou: Estarei lá! Avisei que seria uma comemoração modesta e ele reafirmou que iria à Capital do Brejo. Pelo adiantado das horas e das doses de uísque, pensei que aquela disposição seria apenas mais uma das gentilezas dele.

No dia 18 de dezembro, quando entrei no auditório do Fórum de Guarabira, qual não foi a minha surpresa ao detectar aquela inconfundível figura sentada e sorridente em uma das poltronas. Não sei como, mas ele lembrou a data e o horário, chegou mais cedo do que todo mundo e me proporcionou uma grande alegria.

Outro encontro certo que tínhamos era nos finais de ano. De férias em João pessoa, eu sempre agendava uma visita ao querido amigo. Ficávamos horas conversando sobre comunicação, música, futebol e Universidade.

No último dia 25, uma sexta-feira, fui à casa de Bento. A conversa, sempre agradável, teve um longo e nostálgico capítulo sobre nossos colegas de universidade, da 1ª e 2ª turmas. Relembramos nomes e situações. Também falamos sobre ética nos meios de comunicação, do naufrágio do Botafogo dele e do meu Flamengo no Brasileirão. Na saída, ele me agradeceu repetidas vezes pela visita. Eu disse que não era nada, já que aquilo acontecia todo fim de ano. Eu não sabia, mas meu amigo, premonitoriamente, estava me agradecendo por ter ido me despedir dele. Aquela seria a última vez que eu o veria com vida. A imagem dele sorrindo na frente de casa e acenando um adeus definitivo estará gravada em meus olhos para sempre.

Às 05:51 do dia 28 fui despertado por um telefonema de Thales, filho de Bento, comunicando que o coração que abrigava tantos amigos, não resistiu a um infarte.

Sem exageros ou dramas, posso dar aqui algumas definições de Bento Soares: Um homem perseverante e que amava o conhecimento, senão não teria feito questão de terminar o curso de jornalismo e não planejaria fazer uma pós-graduação. Conhecia profundamente futebol e a história da comunicação e crônica esportiva brasileira, assuntos sobre os quais tinha dezenas de livros. Ele próprio escreveu, baseado em sua pesquisa de conclusão de curso, o livro “Vendo o jogo pelo rádio”, onde fez uma radiografia histórica da crônica esportiva no Brasil. A obra, aliás, o levou a ser entrevistado no Programa do Jô, na Rede Globo.
Um comentarista dedicado e atento. Um jornalista focado naquilo que é fundamental à profissão: a informação precisa e verdadeira. Um cronista ético, que não dourava pílulas, não bajulava dirigentes, não criticava ou elogiava além da realidade. Atitudes muitas vezes incompreendidas por intocáveis de nosso futebol, que tentaram, em mais de uma oportunidade, censurá-lo. Os detratores se referiam a ele como “este cearense”. Acostumados a chafurdar no lugar comum da troca de favores, não entendiam os motivos de um homem que opinava de acordo com o que lhe parecia certo.

Um amigo extraordinário. Quem conviveu com Bento, conheceu sua generosidade, gentileza e desprendimento. Um homem que tinha amigos, que também eram admiradores. Tive o privilégio desta amizade durante os últimos 15 anos da vida dele e agradeço por isso. Obrigado amigo, e até a vista.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT


Há exatos 15 anos eu era um estudante do primeiro semestre de Jornalismo na UFPB. Na hora do almoço fui, como de costume, ao RU. Ao chegar no centro de vivência encontrei Petrúcio, amigo de Guarabira e estudante de Engenharia mecânica. Foi com um semblante entre o inquieto e pesaroso que ele me disse, antes dos cumprimentos: "Renato Russo morreu!"

A inquietude de meu amigo era compreensível, ele aprendeu violão para poder tocar os sucessos da Legião Urbana  ainda no tempo em que estudávamos juntos no CENSL/Objetivo em Guarabira. Frequentei as mesmas aulas, desisti antes de aprender, mas nunca deixei de cantar as canções do grupo. Muitas vezes, acompanhado pelo próprio Petrúcio (ou do grande parceiro Márcio), subi ao palco em eventos da escola para fazer covers de Renato.

Na ocasião não percebi direito, mas um ciclo estava se fechando. Minha adolescência acabava junto com uma banda que não tinha fãs, mas seguidores. 

Muitos diziam que a Legião fazia rock messiânico ou outro rótulo qualquer. Na verdade acredito que as letras de Renato Russo refletiam angústias e inquietações existenciais que são, ou eram, típicas do idealismo da juventude. Daí milhões de jovens encontrarem ecos para suas próprias questões na música da Legião Urbana. 

Não é fácil reproduzir algo assim hoje. Por isso, quinze anos depois, revendo versos como "Há tempos são os jovens que adoecem/e há ferrugem nos sorrisos/e só o acaso estende os braços/a quem procura abrigo e proteção", continuam atuais, fazendo jus a frase latina impressa em todos os álbuns da Banda:

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ARIANO SUASSUNA

Como prometido, aqui vai a íntegra da entrevista que fizemos eu, o cinegrafista Juan Pablo e o radialista e blogueiro Ikeda Gomes, com Ariano Suassuna.

O mestre conversou conosco no último domingo em Areia, onde encerrou a programação do Festival de Artes com uma concorrida aula/show.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

DIÁLOGO COM UM MESTRE


Na manhã de domingo partimos de Guarabira, eu o cinegrafista Juan Pablo e o radialista e blogueiro Ikeda Gomes. O destino foi a cidade de Areia onde à tarde seria encerrado o Festival de Artes com uma aula/show do escritor paraibano Ariano Suassuna.

Por conta da idade e da fragilidade da voz, o autor de O auto da Compadecida pediu que as entrevistas fossem feitas pela manhã, para que ele pudesse descansar antes da aula.

Chegamos à Pousada Villa Real com a gravidade de quem vai entrevistar um mestre da literatura, um ideólogo da arte, um artista tão paraibano quanto universal.

A conversa foi agradável, com a simplicidade e inteligência dos grandes homens, Ariano respondeu aos meus questionamentos e, humildemente, se absteve de falar sobre aquilo que ele julgou não ser de seu domínio.

No final ainda presenciamos um bate papo de Ariano com Genival Lacerda, também hospedado na mesma pousada.

A fotografia  perpetuou este domingo inesquecível.


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Logo, logo, publicaremos aqui o vídeo com a íntegra da entrevista.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

AREIA: FESTIVAL E IDENTIDADE


Ontem a secretaria de Cultura do Estado divulgou a programação do Festival de Artes de Areia. Isso mesmo, este ano o Festival -  famoso nos anos 70 e 80 e que ganhou edições esporádicas nos anos 90 e em 2005 e 2007 - não será organizado pela prefeitura de Areia ou por entidades culturais locais. Um ou outro areiense cochichou que "o Governo se apropriou do festival".

Bem, se o Estado se apropriou ou não, o fato é que o evento voltou com tudo ao cenário. O foco está totalmente voltado para a discussão de nossa identidade cultural. A programação é vasta e diversificada, começando no dia 14 e terminando com a participação de Ariano Suassuna no domingo 17. A presença de Ariano, aliás, confirma a intenção da Secretaria de promover uma revalorização de nossas raízes. As principais atrações do Festival - além de Ariano, Zé Ramalho, Sérgio de Castro Pinto, Hildeberto Barbosa, Mayana Neiva, Amazan, Kátia de França e Genival Lacerda - são artistas paraibanos.

Acertou o secretário Chico César em propor este perfil. A Paraíba precisa reencontrar os próprios valores e voltar a se admirar.

A paternidade da iniciativa é o que menos importa quando o que se propõe é um resgate da tão combalida auto-estima paraibana.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

PARAÍBA SEM AMOR



Hoje dei uma vasculhada nos principais sites de notícias da Paraíba.

Nenhum dos que visitei deu destaque a Jackson do Pandeiro.

Se estivesse vivo, o Rei do Ritmo, completaria 92 anos neste 31 de agosto. Não li nenhuma linha sobre um dos mais geniais artistas do Brasil. Não visualizei nenhuma manchete sobre o mestre, nascido em Alagoa Grande, que é reverenciado por nove entre dez músicos brasileiros. Nada sobre o nordestino que, com uma abordagem própria, ombreou com Luiz Gonzaga como matriz da cultura nordestina no século XX.

Havia o lixo político de sempre, o sangue que transborda cada vez mais para dentro de nossas casas, a deprimente rotina das subcelebridades.

A Paraíba e suas mentes pequeninas não merecem Jackson.


sábado, 20 de agosto de 2011

PERSPECTIVA DA NATUREZA A PARTIR DO MEU QUINTAL - PARTE II

Do mundo de meu quintal enxergo as curvas da Serra da Jurema, que ondula e deixa vislumbrar um horizonte, cuja perspectiva se prolonga pelos corredores montanhosos do Brejo. A cinza das nuvens que escondem a Serra, o sol crepuscular que a coloca num espetacular contraluz em amarelo, lilás e laranja. A parábola prismática, quando o sol beija as gotas d'água. Tudo isso é visível a partir de meu quintal.






quinta-feira, 18 de agosto de 2011

JORNALISMO E ÉTICA, POESIA E CINEMA


A noite de quarta-feira foi movimentada em Guarabira. No auditório do Sesc, o Jornalista e Poeta Artur Silva lançou o documentário O vendedor de poesia. O curta conta a história de Severino Gabriel, um dos últimos folheteiros - vendedores de literatura de cordel que perambulam pelas feiras recitando os versos - da Paraíba. A narrativa conta uma trajetória de 53 anos, em que seu Severino criou seis filhos com a renda da poesia. 

Ao final da sessão houve dez minutos de aplausos.


Já na Câmara Municipal, os profissionais de comunicação de toda a região tiveram a oportunidade de participar de um debate sobre jornalismo e ética. O evento foi promovido pela AGI - Associação Guarabirense de Imprensa, em conjunto com a API. A mesa redonda contou com a participação dos Jornalistas Rubens Nóbrega (Jornal da Paraíba), Marcela Sitônio (Presidente da API) e Josinaldo Malaquias (professor da UFPB).

Quem compareceu saiu acrescido de conhecimento, quem não foi, ou já sabe de tudo ou é tão limitado que não percebeu o valor da oportunidade de debater com alguns dos maiores profissionais deste Estado.